música boa!










Por esses dias andei pensando sobre música, mas música boa, em todos os sentidos, desde a melodia até a letra, de preferência poesia cantada. Aquela que vem da alma!
Então parei e pensei o que é música boa? Onde a música “não-cristã” é melhor que a cristã? Ou vice-versa. Acontece que dentro da igreja existem muitas músicas “não cristãs”, que massageiam o ego, que cantam coisas que não estão na bíblia, em contraponto, existem músicas de fora da igreja que nos ensinam coisas muito cristãs.
Gilberto Gil cantou: “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar...”
Jesus nos ensina: “Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a este monte: ‘Passa daqui para lá’, e ele passará. E nada vos será impossível”.
E ainda temos as canções que falam de amor, como por exemplo, Pixinguinha, que ensina os maridos como amarem suas esposas:

“Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor...

Tu és a forma ideal
Estátua magistral. Oh, alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação”.

E onde podemos encontrar versos como esses na bíblia? Cantares claro! O livro dos amantes!
Na verdade, penso que somos crianças que brigam pelo brinquedo. Gritamos por nossos pais na esperança que eles nos deem razão, mas não pensamos que existem dois lados e, que algumas vezes a resposta é não.
Enquanto brigamos para decidir quem tem razão, lá fora, as pessoas nos observam, nos julgam e nos rejeitam. Acredito que a culpa seja nossa, por anos os líderes religiosos foram intolerantes, se faziam de cegos e surdos, ignorando os gritos de ajuda das pessoas que precisavam de Cristo!
Como cristãos, obviamente, não podemos aceitar tudo o que vemos – sabemos que hoje em dia começou um tal de “tudo pode”- e devemos aceitar as pessoas (para não dizer que temos que engolir tudo o que ouvimos), como elas são.
Acho que devemos pregar aos 4 ventos, para que todos possam ver, sim ver! Palavras podem muitas coisas, mas só atitudes mostram o que realmente queremos dizer, como Jorge Camargo cantou, parafraseando Francisco de Assis:

“Fale de amor
Trocando os sons pelo silêncio
Tornando voz em gesto e atos
Se for preciso, use palavras...”

Quer dizer que o nosso testemunho vale mais do que pregações.

Eu comparo um cantor de fora cantando verdades, com um engravatado de dentro pregando mentiras. Chega de jargões dos pregadores, chega de personagens performáticos criando sotaques, animadores de plateia, professores de academia dando aulas de aeróbica (me refiro aqueles que ficam: “agora levanta, senta, levanta, levanta a mão, abaixa a mão. E por aí vai...), chega de cantores que desejam ser aplaudidos quando o propósito é levantar as mãos e dobrar os joelhos.
Ainda temos muita a crescer, ser cristão, mais que isso, um músico cristão é saber que suas atitudes devem refletir a Cristo, ele não era preconceituoso, e acho que se vivesse nos dias de hoje teria um ótimo gosto musical!
Uma pessoa pode fazer uma grande diferença, imagine muitas pessoas com o mesmo propósito!
Em resumo –voltando ao tema inicial- é preciso analisar se a música fala coisas boas, que edificam, ou, não. E isso vale para ambos “os lados”.
Não podemos ser liberais extremistas, e nem conservadores extremistas... precisamos ser, no mínimo, cautelosos...
Que possamos refletir o amor de Deus através de nossas músicas, nossas atitudes, através de nossos passos.

Texto de 07/06/2016


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