Outra bagunça de pensamentos
Que pensamentos são esses que de repente me invadem, dizem você é isso, você é aquilo, estranhos pensamentos eu diria, não sou nada além do que sou e assim vivo minha vida, ou seja lá de quem for...
Que injúria, quem são eles para me dizer quem sou e o que devo fazer, uma audácia eu arriscaria dizer!
A duras penas cheguei até aqui, e até lá, muitas mais virão, mas não irei me derrotar, me derrotar? Sim, meu maior inimigo sou eu assim como meu melhor amigo, embora, possa parecer controverso o que acabo de dizer.
Da vida não levarei muito mais do que pedi ou que trabalhei para conquistar, na verdade não preciso muito mais do que um violão, uma xícara de chocolate quente e minha mulher a cantar ao meu lado, afinal, quem canta seus males espanta, e não posso me esquecer daqueles que me disseram não, devo lhes dizer que sim, consegui, mas não lhes importa o que!
Hoje acordei me sentindo um velho, que chega aos seus 80 anos de idade e começa a se lembrar de quando era um garoto, das bolinhas de gude que ganhou jogando em ruas de terra, do medo do escuro que sentiu, alias senti, das surras desnecessárias, mas não levo rancor ou pesar algum em meu peito, diria que vivi muito bem até aqui, poderia morrer em paz, me arrependo sim, já errei várias vezes, já menti sem precisar, já chorei e já ri muito, mas meu coração está sereno, missão cumprida eu diria, acho que nessa breve vida devo ter ensinado algo a alguém, tomara que esse alguém tenha praticado o que ensinei...
Mas que clima de carta de suicídio, eu hein, credo...
Já vivi muito sim, já tive alguns amores, já chorei, já senti muito medo, já apanhei sem motivos, já quis colo e não tinha ninguém por perto, enfim, a vida já me ensinou boas lições, mas preferi não aprender todas...
Só sei que nada sei, acho que algum filósofo deve ter dito isso, e assim seguirei a vida... Feliz e contente, com alguém que me entende, cantando uma eterna canção de amor...
texto de 02/06/2011
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